Maijeweru Javaé, 15, contratada pela Ferroviária, passou por cirurgia no joelho esquerdo após romper LCA, colateral medial e menisco. Pai afirma cirurgia bem-sucedida; recuperação: 6–9 meses.
A atacante Maijeweru Nowebia Javaé, de 15 anos, conhecida como Shinorrara e recém-contratada pela Ferroviária-SP, passou por cirurgia no joelho esquerdo na última terça-feira (20). Natural do Tocantins, a atleta sofreu rompimentos do ligamento cruzado anterior (LCA) e do ligamento colateral medial, além de uma lesão no menisco.
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Segundo o pai da atleta, Vanderson Javaé, a lesão ocorreu durante um jogo-treino. Ele afirmou que a cirurgia foi bem-sucedida e que a jogadora inicia agora o processo de recuperação, que deve durar de seis a nove meses.
Nas redes sociais, a atleta compartilhou o momento difícil e demonstrou otimismo em relação ao retorno aos gramados. A mensagem publicada pela jogadora ressaltou que o período longe das partidas não representa o fim da trajetória, mas um recomeço.
“Vou sentir falta de estar em campo, fazendo o que amo, mas sei que tudo tem seu tempo. Isso não é o fim, é apenas um recomeço para voltar ainda mais forte”
Maijeweru assinou um contrato de quatro anos com a Ferroviária em agosto deste ano, ao alcançar um feito histórico para o esporte tocantinense. A negociação chamou atenção por envolver uma atleta jovem e de origem indígena, nascida na Aldeia São João e pertencente à etnia Javaé.
Antes de chegar ao clube paulista, a atacante construiu sua trajetória em clubes e projetos de base. No Tocantins, defendeu o São João FC, o projeto Damas da Bola, de Formoso do Araguaia, e o Águia Real, de Conceição do Tocantins. Fora do estado, passou pelo R4 Esporte Clube, do Ceará, equipe fundada pelo ex-zagueiro do Flamengo Ronaldo Angelim. A lista de clubes ainda inclui passagens pelo Aliança FC, de Goiás, e pela Academy Soccer, em Palmas.
O quadro clínico informado indica comprometimento do LCA, do ligamento colateral medial e do menisco, lesões que costumam demandar tratamento cirúrgico e reabilitação prolongada. O tempo estimado de afastamento — entre seis e nove meses, conforme relatório familiar — sugere que a atleta deverá seguir protocolos de fisioterapia e acompanhamento médico especializado antes de retornar à atividade plena.
Com 15 anos e um contrato longo com a Ferroviária, a atacante tem carreira iniciada em campos de terra batida e contava com rápido desenvolvimento técnico que chamou a atenção do clube paulista. A expectativa agora é pela recuperação física e pelo retorno gradual aos treinamentos, respeitando prazos médicos e etapas de reabilitação.
Com informações de ge.

