O português renovou contrato já no primeiro mês e virou peça-chave do departamento de futebol. Desde março, a comissão acompanha treinos e jogos das categorias de formação, motivando a mudança no Sub-20.
O projeto do Cruzeiro comandado por Artur Jorge envolve a equipe profissional e as categorias de base. Com contrato ampliado logo no primeiro mês no clube, o treinador português se tornou peça central no planejamento do departamento de futebol em curto, médio e longo prazos, com a base assumindo papel esportivo e financeiro na estratégia do clube.
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Desde que chegou à Toca da Raposa, em março, a comissão liderada por Artur Jorge acompanha de perto todos os passos das categorias de formação, do planejamento aos treinos e jogos. Essa postura explica a mudança no comando técnico do Sub-20, quando Mairon César — mesmo após o título da Copa São Paulo — foi substituído por Pedro Duarte, que já havia trabalhado com Artur no Braga.
Artur Jorge explicou que a alteração no comando faz parte do planejamento estratégico do clube para facilitar a adaptação dos jovens ao profissional. Segundo ele, a duração do vínculo profissional do treinador influencia essa necessidade de padronização na base.
Se estivéssemos falando de um ou dois anos (de contrato), eu não acho que seria fundamental. Mas, quando falamos deste número de anos, é fundamental termos, na base, uma ideia padrão sobre como cada equipe joga.
Na avaliação do treinador, a integração entre as categorias evita a exigência de comportamentos táticos ou técnicos desconhecidos pelos jovens, facilitando a transição ao elenco principal.
Fazemos isso para juntar esses jovens jogadores de uma forma direta e natural, sem pedir comportamentos dos quais eles nunca ouviram falar.
Artur Jorge destacou ainda episódios práticos dessa aproximação, quando integra atletas da base a treinos do profissional para acelerar o processo de adaptação.
Um dia desses, com 50 minutos do treino, tive que chamar dois jovens que estavam na formação para treinar comigo. É importante que haja esta conexão, não foi preciso perder tempo nenhum com eles para explicar cada um dos exercícios.
A comissão técnica do profissional também delega responsabilidades para acompanhar o Sub-20 de perto, mantendo contato constante com o novo treinador Pedro Duarte. Artur relatou a rotina de acompanhamento e como a proximidade entre os centros de treinamento facilita a observação e o diálogo sobre o desempenho dos juniores.
Tenho um integrante da comissão que é responsável por esse acompanhamento da equipe sub-20, mas nós estamos aqui. A distância de um campo para o outro é muito curta, então nós conseguimos ver e estar presentes. Acabei o treino e estive no Sub-20 para conversar com o técnico sobre alguns jogadores do jogo que eu vi na semifinal do Mineiro.
Em termos de jogos, vejo menos do que aqueles que a minha comissão técnica vê, porque os papéis também são delegados e distribuídos entre cada um de nós.
No trabalho prático, Artur Jorge tem valorizado e potencializado atletas formados no clube, como Otávio e Felipe Morais, e aproveitado garotos contratados já para o profissional, entre eles Jonathan Jesus e Zé Lucas, como parte da estratégia de desenvolvimento e valorização do elenco.



