O técnico do Cruzeiro disse ter sofrido um grito xenófobo no fim do primeiro tempo, o que gerou discussão com torcedores e a comissão do Bragantino. Ele pediu respeito e afirmou que havia uma criança ao lado.
O técnico Artur Jorge, do Cruzeiro, afirmou que foi alvo de um grito xenófobo por parte de um torcedor do Bragantino no fim do primeiro tempo, episódio que gerou revolta do treinador e motivou discussão com torcedores e com a comissão técnica adversária.
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Para mim não é normal quando alguém dá gritos xenófobos à minha pessoa. Eu disse para ter respeito que inclusive havia uma criança ao lado e que ele precisava ser educado. Que era ignorante pelo aquilo que estava a fazer como um exemplo de adulto que quer ter respeito para ser respeitado
Segundo relatos da confusão no intervalo, um dos torcedores envolvidos admitiu ter dito a expressão o bacalhau tá ruim hoje, que teria sido uma das ofensas que motivaram a reação de Artur Jorge. O episódio ocorreu no momento da saída para o intervalo, quando o treinador discutiu com membros da arquibancada e também com um integrante da comissão técnica do Bragantino.
Artur Jorge afirmou ter se sentido desrespeitado em razão de sua nacionalidade portuguesa. A partir do episódio, o treinador não procurou autoridades em Bragança para relatar o ocorrido. Também não houve registro da situação à equipe de arbitragem no momento da discussão e a ocorrência não foi apontada na súmula da partida.
A sequência de eventos — o grito denunciado, a reação do técnico e o confronto verbal com a comissão técnica do time adversário — marcou o intervalo da partida entre Bragantino e Cruzeiro. A situação envolveu torcedores próximos ao local e, conforme informado, incluiu ofensas de teor xenófobo direcionadas ao comandante do Cruzeiro.
Até o fechamento desta nota, não houve protocolo formal por parte do treinador junto às autoridades locais nem registro formal junto à arbitragem. A falta de anotação em súmula e a ausência de acionamento das instâncias competentes foram destacadas como pontos que mantiveram o episódio restrito ao ambiente do estádio e às imagens e relatos do confronto.
O confronto no intervalo trouxe atenção para o tema do respeito entre torcedores e dirigentes durante jogos, especialmente quando as ofensas tocam em nacionalidade ou outro traço de identidade. O episódio repercutiu internamente entre as equipes e entre torcedores, mas, conforme informado, não gerou medida disciplinar imediata por parte das autoridades presentes no jogo.
Fonte: ge

