Após ter prisão domiciliar decretada pelo não pagamento do valor completo da pensão alimentícia, o ex-jogador de vôlei, Giba, afirmou que não vê as crianças há 11 meses. Eles moram na Romênia com a sua ex-esposa e também ex-jogadora Cristina Pirv. As informações são da coluna Olhar Olímpico, do Uol.
De acordo com a publicação, o advogado e tio de Giba, José Silvério Santa Maria defendeu que Giba e Pirv devem dividir igualmente os custos de criação dos filhos menores de idade. Nas contas do ex-jogador, os gastos mensais das crianças seriam em torno de R$ 9,5 mil. E, hoje, de acordo com o advogado, Giba já paga 70% da conta. “Ele cobre 70% da necessidade que eles têm na Romênia. É só a Cristina pagar 30% que está tudo bem”, disse o advogado.
Giba e Pirv se separaram em 2012 e a guarda das duas crianças ficou com ela, que nasceu na Romênia, mas criava os filhos em Curitiba, onde o casal fixou residência. Em 2018, depois que a Justiça determinou a prisão de Giba, ele não chegou a ser detido, também pelo não-pagamento de pensão, Pirv decidiu que era hora de voltar à Romênia, onde tinha uma rede de apoio familiar e oportunidades de trabalho. Com isso, levou com ela as crianças.
Atualmente, as crianças estudam em um colégio bilíngue em Bucareste, que, de acordo com a mãe, custa 1,2 mil euros (R$ 7,5 mil) por mês. Nos cálculos apresentados por ela à Justiça, somente os gastos fixos com as duas crianças atingem cerca de R$ 12 mil. Giba, que recebe 5 mil francos suíços (R$ 28 mil) para ser embaixador da Federação Internacional de Vôlei (FIVB), afirma que todo mês deposita entre R$ 6,5 mil e R$ 6,6 mil, ainda que o valor da pensão estipulado pela Justiça seja de R$ 15 mil. No total, a dívida está em torno de R$ 300 mil.
Briga pela pensão
Segundo a reportagem, quando os dois tiveram filhos, foi Pirv quem encerrou a carreira. Giba continuou atuando como jogador profissional, enquanto ela atuava como sua empresária. Foi nesse contexto que a Justiça entendeu, em 2013, que Giba, então ainda atuando profissionalmente, deveria pagar uma pensão de mais de R$ 50 mil ao mês aos filhos após o divórcio.
Após a aposentadoria de Giba, em 2014, o valor foi sendo modificado, até chegar nos R$ 15 mil atuais. Em 2018, com Pirv reclamando que Giba havia suspendido os pagamentos, a prisão dele foi decretada pela primeira vez. Mas não foi cumprida porque o jogador estava na Coreia do Sul e, antes de voltar ao Brasil, tomou um empréstimo com amigos para quitar a dívida, de cerca de R$ 90 mil.
Justificativa de Giba
Giba tenta reduzir ainda mais o valor da pensão, que seria defendido também pelo Ministério Público (MP), que propôs R$ 7,7 mil ao mês, de acordo com o advogado do ex-jogador. Antes que uma decisão sobre o valor fosse tomada, porém, a juíza da 7ª Vara de Família do Estado do Paraná, decretou a prisão de Giba.
O ex-atleta alega que não tem bens. O apartamento em um bairro nobre de Curitiba, que pertencia ao casal e ficou com Giba depois do divórcio, foi vendido, segundo o advogado, para pagar outros advogados e custas judiciais. Giba também não tem carro, segundo seu advogado. O automóvel que ele dirige pertence à família da atual esposa, Malu Daudt.
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