O time encerrou a fase com a maior média de gols do torneio, porém sem um artilheiro claro. Lucca, Maranhão e o zagueiro Jonathan Costa somaram três gols cada, o que fez a diretoria elevar a busca por um camisa 9.
Campinas (SP) — O Guarani encerrou a primeira fase da Série C com o melhor ataque da competição, mas entrou no planejamento de 2027 com a contratação de um centroavante entre as prioridades. O contraste entre a produção coletiva e a ausência de um goleador claro marcou a análise do clube ao fim da temporada.
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Lucca e Maranhão fizeram três gols cada na temporada, a mesma quantidade do zagueiro Jonathan Costa. A igualdade nos números entre referências ofensivas e jogadores de outras posições reforçou a necessidade de reforçar a função de camisa 9, que foi apontada como uma das principais necessidades do elenco para o próximo ano.
No conjunto das competições, o Bugre marcou 41 gols em 28 partidas, média de 1,46 por jogo. Os atacantes responderam por 20 desses gols, equivalentes a 48,8% do total. Os outros 21 tentos foram distribuídos entre jogadores dos demais setores, o que evidenciou a dependência do time em gols vindos de fora da referência de área.
Entre os homens de frente, Hebert terminou como artilheiro do elenco, com seis gols, seguido por Guilherme Cachoeira, com cinco. Os números dos jogadores de velocidade superaram os dos centroavantes e mostraram que a produção ofensiva esteve concentrada em outras funções do ataque.
Na Série C, o Guarani marcou 34 gols em 19 partidas na primeira fase. O desempenho ofensivo, no entanto, não garantiu a classificação ao quadrangular do acesso. A equipe encerrou a participação no campeonato em agosto e permaneceu na terceira divisão.
A busca por um goleador integra uma revisão mais ampla da montagem do elenco. O clube precisa melhorar a contribuição da referência de área sem perder a produção coletiva que foi observada em parte da temporada. A escolha do novo centroavante terá de se encaixar nessa montagem tática e administrativa.
Em relação ao quadro de atletas, o vínculo de Lucca terminava no fim deste ano. Maranhão estava emprestado à Ferroviária até o encerramento do Campeonato Paulista, situações que também interferiram na definição das opções disponíveis para o setor ofensivo.
Nas categorias de base, o Guarani renovou o contrato de Guilherme Batista até o fim de 2027. Aos 20 anos, o atacante somou sete gols e duas assistências em 21 partidas na temporada do sub-20. A extensão preservou um jogador em formação, mas não representou uma definição sobre seu espaço na equipe principal.
Outro componente do planejamento foi o treinador Umberto Louzer. Liberado para trabalhar no Criciúma na reta final da Série B, o técnico manteve o contrato com o Guarani até o término do Paulistão de 2027. Segundo o acordo anunciado pelo clube, seu retorno estava previsto para depois da competição nacional.
Depois de uma temporada com gols distribuídos entre vários setores e eliminação precoce, o Guarani procurou um jogador capaz de transformar a posição de camisa 9 em uma fonte mais regular de resultados, objetivo que orientou as definições esportivas para 2027.

