O técnico Carlo Ancelotti, em entrevista à revista Velvet, falou sobre a pressão em torno da Seleção Brasileira, apontou Ronaldo Fenômeno como o melhor jogador que já treinou e admitiu que o período à frente da equipe pode ser o fim de sua carreira como treinador.
Quem e onde
Ancelotti, atualmente no comando da Seleção Brasileira e morador do Rio de Janeiro, concedeu a entrevista em que tratou de temas pessoais e da preparação da equipe para o Mundial.
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O que disse sobre carreira e aposentadoria
Ao relembrar os 30 anos como treinador, Ancelotti destacou a paixão pela profissão: “Estou completando 30 anos como treinador e continuo muito apaixonado pelo futebol.” Sobre a possibilidade de encerrar a carreira na Seleção, o italiano afirmou que acredita ser provável, sem estabelecer data precisa. “Creio que sim, só não sei ainda quando. Se vai ser em 2034, 2038 ou 2042”, disse em tom bem-humorado.
A percepção de que sua passagem pode ser um projeto de longo prazo ganhou força após a renovação contratual com a CBF até 2030.
Melhor jogador treinado
Questionado sobre os jogadores que já trabalhou, Ancelotti apontou Ronaldo como o maior talento que dirigiu. “Ronaldo, para mim, foi o melhor jogador que já treinei. Foi talento puro e um jogador de enorme qualidade técnica.” O treinador também elogiou Kaká, ressaltando a combinação de técnica e intensidade física do ex-meia.
Pressão sobre os jogadores brasileiros
O treinador comentou que a cobrança sobre atletas da Seleção é maior devido à importância do futebol no país e à longa espera por um título mundial. Ancelotti disse nunca ter ouvido jogadores brasileiros se queixarem do desgaste por convocação, diferentemente de relatos de atletas europeus, e que a chave é transformar a pressão em motivação. “Os jogadores brasileiros têm mais pressão do que outras seleções. A chave é transformar tudo isso em motivação.”
Promessa sobre o Hino Nacional
Em tom descontraído, Ancelotti afirmou que pretende cantar o Hino Nacional na Copa do Mundo: “É muito difícil, mas na Copa do Mundo eu vou cantar. Cem por cento.” Ele explicou que, entre os convocados, os jogadores que chegam pela primeira vez costumam ter que entoar o hino diante do grupo, e muitos erram a letra e precisam recomeçar.
Enquanto aguarda a definição da lista para o Mundial, Ancelotti segue conduzindo a preparação da equipe em meio às expectativas do torcedor brasileiro.

