Às 14h50 a homologação confirmou a vitória da Almirante Participações S/A, de Marcos Lamacchia. Na 4ª Vara Empresarial, surpreendeu a anexação, sob segredo de justiça, de petição de cobrança de honorários pela G5 Partners.
Por volta das 14h50 desta sexta-feira, o resultado do leilão da SAF do Vasco foi homologado com vitória da Almirante Participações S/A, empresa de Marcos Lamacchia. O desfecho foi comemorado nos corredores da 4ª Vara Empresarial, no Centro do Rio de Janeiro, mas a sessão teve um episódio inesperado para os advogados das partes.
📖 Leia Também
A juíza Simone Gastesi Chevrand apontou que uma petição havia sido anexada, sob segredo de justiça, com uma ação de cobrança de honorários movida pela G5 Partners, empresa de assessoria financeira contratada para buscar propostas para a venda do futebol do clube e auxiliar no processo da SAF. Na época, a G5 Partners havia sido indicada por Silvio Almeida, então vice-presidente de Finanças, que foi exonerado do cargo em junho, junto com outros três membros da diretoria administrativa.
A empresa G5 Partners foi afastada do processo de venda e deixou o Vasco de forma litigiosa. Durante a audiência, houve intervenção de advogados para que trecho da petição fosse reescrito, com o objetivo de evitar margem para reconhecer a existência de comissão à G5 Partners pela venda da SAF à empresa de Marcos Lamacchia.
O movimento, porém, não causou preocupação interna e tampouco tem relevância jurídica para atrasar o processo da venda da SAF do Vasco. Após a conclusão do processo competitivo na Justiça, a venda precisará ser aprovada pelo Conselho Deliberativo do Vasco e pela Assembleia Geral Extraordinária para ser oficializada.
Lamacchia estava fora do Brasil e não compareceu à audiência, sendo representado pelo sócio Mário Junqueira e pelo advogado André Sica. O presidente do clube chegou ao prédio acompanhado de Alan Belaciano, presidente da Assembleia Geral, e de Christiano Campos, membro do conselho de administração da SAF, e foi cumprimentado por torcedores presentes.
A audiência durou pouco mais de uma hora. Por determinação legal, o Vasco precisava abrir as ações da SAF para leilão em razão da recuperação judicial, e somente a empresa de Lamacchia formalizou proposta para compra de 90% das ações da SAF. No edital, a companhia figurava como “stalking horse bidder”, obtendo o direito de formular a primeira oferta — precificando a SAF e evitando lances abaixo do valor desejado pelo clube — além da preferência de igualar eventuais propostas concorrentes.
O passo concluído nesta sexta foi considerado decisivo para a venda da SAF e foi celebrado pela cúpula vascaína após o término da audiência. Nos corredores, houve aplausos dirigidos ao presidente e gritos de “Vasco” por parte de alguns torcedores.
“Momento histórico”
O presidente concedeu entrevista e se emocionou ao falar sobre o episódio. Tanto Lamacchia quanto a diretoria do Vasco trabalham com a expectativa de que todos os ritos internos para aprovação do clube sejam concluídos até o fim de outubro, caso não haja recurso de alguma parte interessada no processo — hipótese tratada como improvável pelas partes envolvidas.



