A MP 1.394/2026 proibiu exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas no Brasil. Alex Bourgeois, da Portuguesa SAF, disse que a proibição reduzirá receitas dos clubes e propõe regras e fiscalização.
São Paulo, 30/09/2026 — Após a publicação da Medida Provisória 1.394/2026, que proibiu a exploração, oferta, intermediação e publicidade das bets no Brasil, o presidente da Portuguesa SAF, Alex Bourgeois, manifestou posição contrária à proibição e defendeu a regulamentação e a fiscalização do setor como alternativa.
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Segundo o dirigente, a medida terá impacto direto no futebol, que passou a contar com as casas de apostas como importante fonte de receita. Bourgeois citou números de 2025 para dimensionar a presença das empresas de apostas no futebol brasileiro: 18 dos 20 clubes da Série A tinham uma casa de apostas como patrocinadora máster, movimentando cerca de R$ 1,1 bilhão por temporada.
“Portanto, quando discutimos proibir sua publicidade e seus patrocínios, não estamos falando apenas de apostas. Estamos falando também de futebol.”
O presidente reconheceu que os problemas relacionados às apostas precisam ser enfrentados, com foco na proteção de crianças, adolescentes e pessoas vulneráveis. Ele defendeu ações conjuntas de educação, informação e combate à propaganda enganosa, além da implementação de limites e de mecanismos de proteção e tratamento para quem desenvolve comportamento compulsivo.
Bourgeois também destacou a importância dos patrocínios para a cadeia do futebol e questionou quem substituiria os recursos caso as empresas fossem retiradas do mercado esportivo. No entendimento do dirigente, o impacto atingiria clubes menores, competições, federações, emissoras, profissionais e outros setores ligados ao futebol.
“Antes de simplesmente acabar com tudo isso, precisamos discutir quem substituirá esse dinheiro.”
Como caminho alternativo à proibição, o presidente da Portuguesa defendeu a regulamentação e a fiscalização do setor, além de medidas de educação e comunicação responsável. Entre as prioridades apontadas estão o combate rigoroso à manipulação de resultados e a proteção de públicos vulneráveis.
“Por isso, acredito que o caminho deveria ser outro: regulamentar, fiscalizar, educar e proteger principalmente crianças e vulneráveis.”
Complementando suas colocações, o dirigente afirmou que as apostas devem ser apresentadas como entretenimento, e não como investimento ou forma de enriquecimento. Na avaliação dele, o futebol brasileiro precisa discutir os excessos das bets e a responsabilidade social do setor, ao mesmo tempo em que considera o impacto financeiro provocado pela retirada das empresas de apostas do esporte.

