O Santos perdeu jogo e posição na tabela para o Bragantino. Paralelamente à atuação em campo, o atacante Gustavo Caballero viveu um episódio fora das quatro linhas que resultou em providências jurídicas. Na tarde desta terça-feira, o jogador foi abordado pela Polícia Militar na Baixada Santista após um problema no registro do veículo alugado e, em seguida, foi conduzido à delegacia para prestar depoimento; ele foi liberado depois.
Os advogados do jogador, Octavio Rolim e Guilherme Barbosa, prometeram tomar medidas legais na Justiça em razão do episódio. Segundo a versão apresentada pelo atleta, o problema teve origem em um erro de cadastro da locadora de veículos Movida: ao contratar o serviço em agosto, o contrato do carro teria sido registrado em nome de um homônimo do jogador, também paraguaio, que já havia registrado um boletim de ocorrência ao constatar o uso do nome sem autorização.
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De acordo com o relato sobre os fatos, Caballero alugou o carro em 31 de agosto de 2026 e vinha pagando as parcelas com o próprio cartão de crédito vinculado ao contrato. Mesmo tendo apresentado documentos pessoais que foram juntados ao contrato, a locadora teria cadastrado a locação com os dados de outra pessoa que compartilha parte do nome e a mesma nacionalidade.
“Hoje fui abordado pela Polícia Militar aqui em Santos por causa de um boletim de ocorrência ligado ao carro que eu dirigia. Quero explicar o que aconteceu. Aluguei o carro na Movida em 31 de agosto de 2026, de forma totalmente regular, com contrato em meu nome. Desde então, vinha pagando tudo em dia, com o meu próprio cartão, que está vinculado ao contrato. Apresentei todos os meus documentos, que foram juntados ao contrato. Mesmo assim, a empresa cadastrou a locação com os dados de outra pessoa, que tem parte do nome igual ao meu, além de também ser de nacionalidade paraguaia. Posso afirmar que foi um erro absurdo, por todas as consequências que trouxe. Essa pessoa viu uma locação em seu nome e registrou a ocorrência, o que é compreensível.”
Segundo o relato, o atleta foi parado quando passava pela balsa que liga Santos ao Guarujá e foi abordado em um posto policial. Os agentes, ao verificarem a documentação, identificaram um registro de possível fraude ou roubo relativo ao veículo e conduziram Caballero à delegacia para prestar depoimento. Após a formalização das diligências, ele foi liberado.
Com a exposição e os transtornos causados pelo episódio, Caballero autorizou os advogados a buscar na Justiça ressarcimento por danos morais e outras pendências decorrentes do caso. A locadora Movida foi procurada para esclarecimentos, mas, até o momento, não se manifestou.



