Abel celebrou a vaga após eliminar o Fluminense nos pênaltis no Nubank Parque e relativizou seu papel, valorizando a vontade de vencer e o coletivo. Ele quer dar ao atual elenco o mesmo gosto dos títulos de 2020 e 2021.
Abel Ferreira alcançou sua quarta final de Libertadores pelo Palmeiras e seguirá à busca do tricampeonato continental em Montevidéu após eliminar o Fluminense no Nubank Parque, nesta quarta-feira, com vitória nos pênaltis. O treinador admitiu observar os números, mas colocou a ênfase na vontade de vencer e no coletivo.
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“Eu tento bater meus próprios recordes e vocês fazem questão de me lembrar que não sou bom o suficiente. Acima de tudo é a vontade de ganhar”
O técnico destacou ainda a intenção de proporcionar ao atual grupo o mesmo gosto dos títulos conquistados em 2020 e 2021, quando teve à disposição outros atletas. Reforçou que o momento do clube tem sido histórico e ponderou seu papel dentro da equipe.
“O Palmeiras em sua história tem oito finais, conseguimos já quatro. Já disse que talvez estejamos vivendo o melhor momento da história do clube. Não sou maior que ninguém, sou mais um, quero ser mais um dentro do grupo. Minha felicidade é ver os outros ganhando. Tenho dois jogadores que venceram comigo neste grupo, Gómez e Piquerez.”
A partida no Nubank Parque não foi das melhores exibições do Palmeiras, situação que resultou na derrota por 1 a 0 e levou a decisão para os pênaltis, após a rodada de ida no Maracanã ter terminado com vitória palmeirense por 2 a 1. O treinador avaliou que o time teve mérito em obter um bom resultado fora, mas lamentou que não tenha ampliado o placar.
“Nosso grande mérito foi conquistar um bom resultado na casa deles, pena que não foi mais elástico”
Nos pênaltis, o destaque apareceu na defesa de Carlos Miguel, que evitou o gol de Nonato, e na transformação tranquila das cobranças dos batedores palmeirenses, que converteram todas as tentativas. Abel comentou a estratégia adotada para as penalidades e relativizou a existência de fórmula para garantir sucesso.
“Não há receitas mágicas. Já perdi tantas vezes em pênaltis que decidi criar um protocolo. Há um protocolo fechado, sabendo que podemos ganhar ou poder. Nenhum treinador tem um que te garante a vitória. Nssa situação é fundamental ter eficácia”
Na briga pelo título, o adversário do Palmeiras pode ser o Flamengo, que empatou por 0 a 0 com o Estudiantes na rodada de ida e disputará a partida de volta na quinta-feira, às 21h30, no Maracanã. Abel disse que o rival pouco importa e comentou o desgaste físico após a sequência de jogos.
“Tenho preferência que o Palmeiras lá esteja. Estou extremamente cansado, com uma dor de cabeça que vocês não imaginar.”

