Abel Ferreira viveu uma noite de forte emoção no Allianz Parque ao comandar o Palmeiras na vitória por 4 a 0 sobre a LDU, resultado que garantiu o clube paulista em mais uma final da Copa Libertadores. O jogo, disputado na terça-feira (31), coincidiu com os cinco anos do técnico português no comando alviverde.
Família e lágrimas
Ao fim da partida, Abel não conteve o choro ao mencionar a filha, que se mudou para Portugal para cursar o ensino superior. “Família para mim é a base. Chorei e estou chorando, mas não gosto de mostrar minha parte fraca. É um alívio”, declarou.
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Plano tático surpresa
O treinador contou ter definido a estratégia do confronto ainda na manhã do jogo. A equipe foi escalada com três zagueiros e apenas um volante, Andreas Pereira, responsável por distribuir o jogo para um ataque formado por seis jogadores. A ideia era recuperar a confiança do elenco após três partidas sem vencer.
“Eu tinha de arranjar algo que os fizesse acreditar que seria possível. O primeiro passo é inspirar quem trabalha contigo. Rezei todos esses dias, mas Deus me disse que os adversários também rezam. É muito trabalho e preparação”, explicou.
Cinco anos de Palmeiras
Completando meia década no clube, Abel relembrou seu início no Brasil. “Eu diria àquele moleque de 2020 que nunca foi o melhor aluno, o melhor jogador nem o melhor treinador: não deixe que você mesmo seja o seu bloqueio. Parabéns pela ousadia de desafiar seus limites”, afirmou.
Próximos compromissos
O Palmeiras volta a campo no domingo, às 18h30, contra o Juventude, em Caxias do Sul, para manter a liderança do Campeonato Brasileiro. A decisão da Libertadores, diante do Flamengo, está marcada para 29 de novembro, em Lima.
