Paulinho reestreou pelo Palmeiras após 2,5 meses; entrou nos minutos finais, sofreu pênalti e teve a cobrança defendida por Hugo Souza. Abel elogiou a movimentação, mas pediu que ele perca o receio de novas lesões.
A reestreia de Paulinho com a camisa do Palmeiras, após dois meses e meio afastado por lesão, foi marcada por expectativas e por um recado direto do técnico Abel Ferreira. No jogo que terminou em goleada por 4 a 1 sobre o Corinthians, no Nubank Parque, o atacante entrou nos minutos finais, sofreu um pênalti e teve a cobrança defendida pelo goleiro Hugo Souza.
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Apesar do pênalti perdido, a movimentação do camisa 10 em campo deixou boa impressão na comissão técnica. Ainda assim, o treinador português sublinhou que o jogador precisa perder o receio de novas contusões e voltou a explicar os critérios adotados para a reentrada em campo.
“Não vou mentir, se o jogo não estivesse tão elástico, não iria entrar. Se fosse questão de justiça, quem deveria ter entrado era o Felipe (Anderson). Mas temos que meter muito gelo. Ele principalmente, ele sabe a cobrança que há nele”
Na avaliação do técnico, o medo de se lesionar novamente pesa na cabeça do atacante e não pode ser determinante na hora de voltar a atuar. Abel afirmou que lesões fazem parte do jogo e que o clube mantém cobrança intensa, o que naturalmente expõe mais os atletas ao risco físico.
“E tenho certeza absoluta de que na cabeça dele tem o medo de lesionar de novo. E se lesionar? Não tem problema nenhum. Quem joga no máximo está no Palmeiras, porque cobramos todo o dia no máximo, está mais perto de se lesionar. Não tem que ter medo de lesionar. Se lesionar, outro joga no lugar dele”
O técnico também revelou os bastidores da definição de quem bateria a penalidade sofrida por Paulinho no final da partida. Segundo ele, a decisão passou por um consenso interno entre jogadores e teve participação de um grupo que costuma assumir cobranças decisivas.
“Ganhou 15, 20 minutos. O próximo jogo, vai ditar se vai jogar ou não. Se perguntam a mim como treinador se era justo ele bater o pênalti, não era… ainda. Mas ele tem um grupo de colegas do caneco. Um ou outro pode ter ficado chateado por bater, mas fizeram uma reunião de condomínio, quatro ou cinco. Eles decidiram. Tem um grupo de homens do caneco. Falhou, está chateado, mas tem um grupo do caneco. Porque senão não deixariam bater e bateria outro”
Contratado no início de 2025 como a transferência mais cara da história do clube até então — por cerca de R$ 115 milhões —, Paulinho enfrentou problemas físicos desde a chegada. Ele se recuperava de uma cirurgia na perna direita realizada ainda no período em que estava no Atlético-MG; o procedimento inicial não teve o efeito esperado e exigiu nova intervenção cirúrgica já sob os cuidados do clube no ano passado.
As sucessivas recuperações afastaram o atacante durante todo o segundo semestre de 2025 e no início de 2026. Após tentativa de retorno em julho, Paulinho sofreu nova lesão muscular; quando estava pronto para voltar em agosto, teve diagnosticada uma contusão no tendão do adutor longo da perna direita, totalizando dois meses e meio de ausência até o clássico deste domingo.
Com apenas 26 partidas disputadas pelo clube e duas participações como titular, Paulinho segue em busca do ritmo ideal. Ele deve ser relacionado por Abel Ferreira para o próximo compromisso do Verdão nesta quarta-feira, diante do Fluminense, no jogo de ida da semifinal da Copa Libertadores.

